Galeria Lume: Videos

Sempre Tem Alguém em Casa , 2022
Nazareno,

Nazareno: Sempre tem alguém em casa

“Ele abriu os olhos,
que tinham se mantido abertos
o tempo todo,
mas só haviam visto pensamentos,
e avistou sua casa,
aninhada lá embaixo no vale”

Orlando: a biografia, Virginia Woolf

A casa da gente. Refúgio, esconderijo, reduto, ninho. Espaço que guarda memórias e devaneios, no qual habitam para sempre aqueles que por ali passaram. Espaço que sabe as verdades que carregamos, espelho do que de fato somos. É verdade, como diz Nazareno, que “sempre há alguém em casa”, seja este alguém presença ou ausência. A frase dá nome à exposição do artista, em cartaz na galeria Lume, casa das obras de Nazareno nesta temporada e reflexo de suas descobertas enquanto habitou a sua própria nos últimos anos.

Nazareno interessa-se pelas relações que conformam este espaço doméstico de intimidade. Por lá, encontra as histórias que relata em suas obras, recria situações, diálogos e também gestos, desenhados e gravados em louças, taças, rodapés e espelhos. Gosta do jogo subversivo que ocorre nos lares mundo afora, que são a melhor imagem da diversidade cultural, ideológica e geográfica do ser humano. Gosta do humano. Interessa-se genuinamente pelos pensamentos e reflexões que nos fazem vivos.

Se qualquer espaço de uma casa, por mais inusitado que seja, pode ser utilizado pelos seus moradores, Nazareno reflete tal pensamento dentro da galeria paulistana, induzindo o expectador a observar cada canto do local, em buscas de pistas deixadas pelo artista. Pratos com digitais de amantes, azulejos gravados com palavras a serem reunidas em histórias ou até uma diminuta casa aninhada em um espaço inesperado, que nos remete a um cofre repleto de confissões.

O universo criativo do artista nos leva também a caminhar entre os devaneios elaborados ao redor desse elemento tão presente desde os contos de fadas à literatura adulta, por onde passam importantes descrições feitas por seus autores como forma de nos aproximar e nos conectar com os mais distintos personagens. De João e Maria a Orlando, passando por Barba Azul, a casa é cerne daquilo que somos e vivemos. Bem-vindos à atual casa de Nazareno.

Ana Carolina Ralston
curadora

mais valor que valia , 2022
Maré de Matos,

Antes de conhecer a Maré de Matos das instigantes coisas-artes que se situam, ou melhor, se deslocam em meio a espaços intersígnicos que a artista continuamente aproxima e tensiona, eu conheci a Mariana de Matos da fala- pensamento trovejante e desbordante, sem meias palavras nem “meias imagens”.

Já faz uns 5 anos que isso aconteceu, isso de vê-la/ouvi-la em um vídeo no qual sua fala-pensamento é acompanhada por um olhar-interrogação tão intenso e firme que de pronto tive a certeza de que aquela pessoa artista era alguém, no mínimo, muito interessante.

E era mesmo. É. Maré se distingue da maioria das pessoas artistas que surgiram no Brasil da década passada por lidar de modo bastante peculiar com a difícil questão das conexões possíveis entre poesia & arte & entre estas & as inúmeras camadas do real imediato.

Com sua fina inteligência sensível, fluida e serpenteante como o Rio Doce do seu tempo de criança e de até poucos anos atrás, a artista nos oferta um conjunto de objetos-conceitos que, ao tornar tangíveis questões cruciais desta época que pode ser a derradeira para a única espécie que nomeia a si mesma e a todas as demais formas de vida (e de morte), reafirmam a dimensão ética da obra de arte, porquanto vão além da mera fisionomia “bonita” e previsível de grande parte daquelas “peças” desprovidas de força anímica (e de imaginação) que inundam o ambiente artístico, hoje, e não só no Brasil.

Mais que apenas denunciar o que há de podrido e irrecuperável no aqui e agora do mundo, alguém, parece, deseja puxar conversa sobre outras hipóteses de mundo. Os antigos davam a tal gesto o nome de poesia.

Ricardo Aleixo
Poeta, artista e pesquisador de literatura, outras artes e mídias.
Doutor em Letras pela UFMG, por Notório Saber.

Fio: Gaveta de si, ofício de ser , 2021
Francisco Nuk,

A casa foi vendida com todas as lembranças todos os móveis todos os pesadelos todos os pecados cometidos ou em vias de cometer a casa foi vendida com seu bater de portas com seu vento encanado sua vista do mundo seus imponderáveis.
Por vinte, vinte contos.

 

Carlos Drummond de Andrade

Sem a intermediação dos mobiliários e utensílios, uma casa surge como um museu vazio, sem recordações, lembranças ou culpas. À espera dos móveis, cada qual com seu canto e função pré-definidos, o espaço doméstico relembra uma cena expositiva onde todo objeto inserido oculta uma história. Nas gavetas, retratos, passaporte, cartas e saudade. Na estante as marcas do altar, as velas, a mancha do copo nas noites de sede. No batente da porta, o tamanho dos filhos, o passar dos anos. Em suas novas formas, os móveis moldam-se à vida que habita o seu entorno. Certa vez, em Lisboa, escutei a história de uma senhora portuguesa que guardava a escrivaninha de seu falecido marido, poeta. No tampo do móvel, entre os veios da madeira, ficaram gravadas palavras sobrepostas, vestígio da escrita em madrugadas de poesia.

Talvez, o acomodar das coisas, a mera utilidade, seja a menor das funções dos móveis. Transformados pelo tempo em memória, espelho dos nossos gestos, os objetos ficam marcados, desfiam, lascam, dobram e ganham vida, atuam serenamente como observadores dos nossos acontecimentos mais íntimos.

Em “Fio: Gaveta de si, Ofício de ser”, de Francisco Nuk, a utilidade e a serventia dos mobiliários são desmanchadas no momento em que o artista quebra sua rigidez, fazendo do absurdo um conceito perseguido. Tudo em sua obra abre para pistas deturpadas. As cristaleiras distorcidas não mais equilibram os cristais, as gavetas flutuam leves sem o peso dos segredos arquivados, a cômoda circular, cautelosamente esculpida, confunde os guardados.

Na repetição, no jogo da imaginação e na constância do ofício, Francisco elabora suas esculturas com a intimidade de um poeta. As madeiras, enamoradas, se rendem, dançam e se livram do fardo de servir. Agora são arte. Nada mais.

Paulo Kassab Jr.

Macrocosmos, microcosmos, ou a cosmogonia dos incêndios | CCBBSP , 2021
Kilian Glasner,

Dois mil e vinte um — ao adentrar a exposição no CCBB, nos deparamos com um vídeo no qual o artista caminha sobre os escombros do que restou de seu ateliê em Itamaracá – PE, vítima de um incêndio que não só consumiu sua casa, mas também toda obra que faria parte desta mostra. Em uma atmosfera silenciosa, que nos faz lembrar os filmes de Tarkovsky, Kilian se inclina sobre a ruína premeditada em trabalhos antigos. Estilhaço, objetos deslocados de seu tempo e fragmentos de memória apontam aquilo que não foi, mas poderia ter sido. Tudo é vestígio e de tudo ficou pouco “não muito: de uma torneira pinga esta gota absurda, meio sal e meio álcool, salta esta perna de rã, este vidro de relógio partido em mil esperanças, este pescoço de cisne, este segredo infantil…”1 Resta o rosto de sua mãe em bronze, um soldadinho de chumbo de sua infância, pedras e carvão que, se antes fazia-se instrumento para inventar e imaginar o fogo, agora é sobra. O filme segue e o artista indica o argumento que nos guiará por toda exposição. Marteladas destroem o que antes eram vigas e o carvão explode no papel desenhando o cosmos. O universo é sobra, explosão, big bang. Repousa aqui a ambiguidade dos incêndios, apesar de devastador, revela a força de gerar outro porvir, das células ao espaço. Neste ciclo originaram-se cada um das obras desta exposição. Com um imaginário muitas vezes construído em cima de fotografias, o artista cobre o papel com pó, pastel, carvão, cola e outros materiais que geram um “fundo” que alude literalmente ao macrocosmo, concebido em micro partículas e células. Dentro dessas superfícies, Kilian incorpora referências simbólicas a objetos, figuras ou lugares e, através deles, codifica sua própria história.

Macrocosmos, microcosmos ou, a cosmogonia dos Incêndios, marca a volta de Kilian Glasner às séries anteriores em um ato final que inverte o sentido das criações precedentes. Agora a ruína não mais é representação, ela salta do papel para presença, testemunha o que foi consumido e aponta, ao mesmo tempo, para aquilo que pode emergir, o sonho.

Trecho do texto curatorial “Incêndios” de Paulo Kassab Jr.
Vídeo por Ashlley Melo

Macrocosmos microcosmos, ou a cosmogonia dos incêndios l CCBBSP , 2021
Kilian Glasner,

Incêndios

Inúmeros mitos sobre a origem do fogo, dos povos indígenas brasileiros aos gregos, fazem alusão à sua potência transformadora e ameaça latente. Enquanto na Grécia é Prometeu quem rouba o fogo do Olimpo e o oferece aos homens, na mitologia dos Suruí Paiterei, é o pássaro preto, Orobab, que engana a onça Mekô, dona do fogo, e leva suas chamas para a humanidade — em ambos os casos trazendo sabedoria, mas também infortúnios. Ainda que seja fundamental entender tais alegorias na perspectiva dos valores da sociedade na qual surgem, através da semelhança entre elas podemos seguir vestígios que nos levam a compreender a brasa como um marco, símbolo da distinção entre natureza e cultura.

Se há uma noção de revolução sociocultural a partir do domínio do fogo, é também dele que surgem os primeiros desenhos, o embrião da nossa capacidade inventiva de pensar a natureza externa, imaginá-la e representá-la com bastões de madeira queimada, carvão, nas paredes
das cavernas.

Contemplar o conjunto da obra de Kilian Glasner é espreitar a história do desenho e entender sua ligação estreita com o fogo em sua potência subversiva, mas também criadora.

Dois mil e vinte um — ao adentrar a exposição no CCBB, nos deparamos com um vídeo no qual o artista caminha sobre os escombros do que restou de seu ateliê em Itamaracá – PE, vítima de um incêndio que não só consumiu sua casa, mas também toda obra que faria parte desta mostra. Em uma atmosfera silenciosa, que nos faz lembrar os filmes de Tarkovsky, Kilian se inclina sobre a ruína premeditada em trabalhos antigos. Estilhaço, objetos deslocados de seu tempo e fragmentos de memória apontam aquilo que não foi, mas poderia ter sido. Tudo é vestígio e de tudo ficou pouco “não muito: de uma torneira pinga esta gota absurda, meio sal e meio álcool, salta esta perna de rã, este vidro de relógio partido em mil esperanças, este pescoço de cisne, este segredo infantil…”1 Resta o rosto de sua mãe em bronze, um soldadinho de chumbo de sua infância, pedras e carvão que, se antes fazia-se instrumento para inventar e imaginar o fogo, agora é sobra. O filme segue e o artista indica o argumento que nos guiará por toda exposição.

Marteladas destroem o que antes eram vigas e o carvão explode no papel desenhando o cosmos. O universo é sobra, explosão, big bang. Repousa aqui a ambiguidade dos incêndios, apesar de devastador, revela a força de gerar outro porvir, das células ao espaço. Neste ciclo originaram-se cada um das obras desta exposição.

Com um imaginário muitas vezes construído em cima de fotografias, o artista cobre o papel com pó, pastel, carvão, cola e outros materiais que geram um “fundo” que alude literalmente ao macrocosmo, concebido em micro partículas e células. Dentro dessas superfícies, Kilian incorpora referências simbólicas a objetos, figuras ou lugares e, através deles, codifica sua própria história.

Macrocosmos, microcosmos ou, a cosmogonia dos Incêndios, marca a volta de Kilian Glasner às séries anteriores em um ato final que inverte o sentido das criações precedentes. Agora a ruína não mais é representação, ela salta do papel para presença, testemunha o que foi consumido e aponta, ao mesmo tempo, para aquilo que pode emergir, o sonho.

Paulo Kassab Jr.

1. Resíduo. Carlos Drummond de Andrade In A Rosa do Povo, José Olympio, 1945

Roger the Rat , 2021
Roger Ballen,

Roger Ballen, trailer for upcoming film ‘Roger the Rat’, 2020.

More: https://www.rogerballen.com/roger-the…

Throughout his career, Roger Ballen has pursued a singular artistic goal: to give expression to the human psyche and visually explore the hidden forces that shape who we are. In his upcoming film based on his published book, Roger the Rat, he has created an archetypal persona who is a part-human, part-rat creature who lives an isolated life outside of mainstream society.

The full length film will be released during the coming few months and once viewed will remain with you for a lifetime.

Esse sonho pode nunca acontecer , 2021
Gabriella Garcia,

Por meio de pinturas, esculturas, instalações, trabalhos em suportes diversos, a artista Gabriella Garcia reflete sobre relações que evidenciam o jogo de duplas opostas: o sólido e o etéreo, o volume e o plano bidimensional, o condensado e o volátil, o passado e o presente. Uma síntese inédita desta pesquisa será apresentada em sua primeira individual na Galeria Lume.

No primeiro espaço da mostra, a representação do drapeamento – movimento dos tecidos e suas dobras – nos vãos entre as pinturas e esculturas criam abstrações e novas perspectivas. No segundo, situado na sala central da Lume, tudo se conecta e cada trabalho existe a partir do outro, em uma sala cujas paredes são pintadas por pigmento mineral. A relação com a representação e seus entornos permanece, e a artista materializa a pintura e pinta a matéria por meio de suportes diversos como minerais, reproduções de imagens clássicas em gesso, telas, sedas e mármores.

A artista traz ao público 29 obras, pinturas, instalações e esculturas, carregadas de símbolos da história da arte clássica, e nas quais divide seus questionamentos e reflexões em torno do pensamento hegemônico que pairava nos séculos anteriores. No início de sua trajetória, seu processo artístico trazia o uso da colagem como força-motriz e hoje carrega suas influências, assim como das artes cênicas. Não ao acaso, a exposição é organizada em dois atos e, aberta a múltiplas leituras, conta com olhares distintos e complementares em textos críticos assinados por quatro curadores: Carollina Lauriano, Guilherme Teixeira, Ode e Paulo Kassab Jr.

Exposição “Esse sonho pode nunca acontecer”, de Gabriella Garcia, na Galeria Lume, de 17 de Julho a 26 de Setembro de 2021.

Arte1 – NA MIRA , 2021
Gabriella Garcia,

| T09 | EP37 | 2021 | L |

Na Mira do Arte1: Gabriella Garcia.
Direção: Gisele Kato

Arte1 – ENCONTRA , 2021
Claudio Edinger,

| T02 | EP01 | 2021 | L |
Neste primeiro episódio da segunda temporada da série Encontra, uma parceria do Itaú Cultural com o canal Arte1, a editora-chefe do Arte1 Gisele Kato conversa com o fotógrafo Claudio Edinger. Claudio sabia que muitos artistas do início do século 20 colocaram a gripe espanhola em suas obras e então passou a se perguntar: “o que eu tenho a dizer sobre a covid-19”? No encontro, ele fala dos registros intitulados “Quarentena”, da busca pela imagem universal, e de seu mestre Yogananda. E toca harmônio!

Direção: Gisele Kato / Ricardo Sêco
Categoria: Artes Visuais

Real FAKE não pretende enganar o espectador mas, contra todas as mentiras noticiosas, honrar a fantasia poética e mostrar que, de fato, podemos encontrar na imaginação e na arte estímulo para “pensar um mundo mais sensato, para cultivar a quimera de poder aliviar, se não destruir, as injustiças que se propagam e as desigualdades que pesam (ou deveriam pesar) como uma pedra em nossa consciência1”.

Ateliê Aberto , 2021
Gabriella Garcia,

Gabriella Garcia é uma artista autodidata, cuja prática transita entre escultura, pintura e instalações. Com um processo que tomou, em seu início, a colagem como força-motriz, o trabalho de Gabriella compreende não apenas o lugar onde está como também aquilo de onde deriva. Figuras recortadas tomam o espaço a partir de trabalhos onde gesso, tecido, poliuretano, vazio, metais, minerais entre outros, dialogam na construção de peças únicas que possuem, em suas composições, o magnetismo como tônica. As imagens nas construções da artista, sejam elas bi ou tridimensionais, trabalham como que em um contínuo esforço de fusão: uma incessante busca de assimilação de materiais que, em suas essências, trazem na sua materialidade uma realidade e tangibilidade únicas. Os trabalhos colocam à prova um exercício vívido de confronto entre gesto e natureza; manipulação e relação, criando um jogo onde o que se entende como terreno é a possibilidade singular que o gesto artístico possui de tornar brutalidade, leveza.

Canteiro , 2021
Amalia Giacomini,

Nossa visão do mundo surge de constantes e variadas interações. Somos a soma de inúmeras sensações de ordem visual, auditiva, olfativa e tátil. Não se pode escapar do fato de que pessoas criadas em ambientes distintos, também vivem em mundos.

Ateliê Aberto , 2020
Lucas Dupin,

Ateliê Aberto é a websérie da Galeria Lume. Convidamos vocês a conhecerem os espaços de pesquisa dos artistas que representamos. Neste episódio o artista Lucas Dupin fala de seus processos e mostra seu ateliê em Belo Horizonte.

Ateliê Aberto , 2020
Claudio Alvarez,

O artista Claudio Alvarez conta um pouco do seu processo durante a quarentena e apresenta seu ateliê.

Ateliê Aberto , 2020
Nazareno,

Ateliê Aberto é a nova web série da Galeria Lume. Convidamos vocês para conhecerem os espaços de pesquisa e criação dos artistas que representamos. Neste episódio, Nazareno apresenta seus processos criativos.

Ateliê Aberto , 2020
Alberto Ferreira,

Ateliê Aberto é a websérie da Galeria Lume. Convidamos vocês a conhecerem os espaços de pesquisa dos artistas que representamos. Neste episódio apresentamos o trabalho de um dos percursores do fotojornalismo no Brasil: Alberto Ferreira

Púlpito Público – Maré de Matos , 2020
Maré de Matos,

Púlpito público é uma instalação composta pela junção de três escadas que se encontram em uma plataforma única, com quatro dispositivos sonoros fixados (megafones).

As escadas, dispostas cada uma em um sentido único, simbolizam caminhos que vem de orientações geográficas diferentes e se unem a uma plataforma comum.
Representando o encontro, as diferenças e os múltiplos caminhos, a obra através de sua possível ativação, evoca a pluralidade de vozes. Pensada a partir destas possíveis relações, seu uso a torna um espaço de partilha de locuções, celebração das convivências e respeito às diferenças, como direito fundamental.

A instalação coloca em questão o púlpito enquanto elemento escultórico ativado exclusivamente por oradores, representantes da palavra de deus, ou ainda muito usado por figuras importantes em cerimônias e discursos políticos, uma vez que convoca o público a assumir o espaço de protagonismo de sua própria locução.

Arte 1 – Um Artista , 2019
Marina Hachem,

Marina Hachem
1993, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo.

Formada em Artes Visuais pela Fundação Armando Alvares Penteado, estudou também na Central Saint Martins, em Londres. Sua produção transita entre desenho, pintura, objeto, escultura e instalação.

Desenhos em nanquim , 2016
Florian Raiss,
Theatre of Apparitions , 2016
Roger Ballen,

Roger Ballen’s famous photographic work has been concerned with the interior architecture of standing structures, playing on the metaphor of the mind as a house of secrets and buried narratives. He has created a series of images inspired by the drawings and marks which people make on their environment that link his unique aesthetic to theatrical performance. Emma Calder and Ged Haney have used 2d computer animation and a brilliant music score by composer John Webb to turn these images into a film reminiscent of an old music hall or circus. In the theatre dismembered people, beasts and ghosts, dance, tumble, make love and tear themselves apart, plunging the audience into the nightmarish world of Roger Ballen’s subconscious.

DIRECTORS: Emma Calder, Ged Haney
WRITERS: Roger Ballen, Marguerite Rossouw, Emma Calder, Ged Haney
PRODUCER: Emma Calder
ANIMATION: Emma Calder, Ged Haney
EDITOR: Emma Calder
EXECUTIVE PRODUCER: Roger Ballen
SOUND DESIGN: Emma Calder
SOUND EDITOR: Emma Calder
ADDITIONAL SOUND EDITING: Tom Lowe
ARTISTIC DIRECTOR: Marguerite Rossouw
COMPOSER: John Webb

For more information, please visit:

Home

Geometria Invertida , 2016
Luiz Hermano,

O inverso do inverso

“Só na linguagem, assim como na arte construtiva, ocorre a elevação humana do nível da ‘percepção’ sensível ao nível da ‘visão’ essencialmente ideal. Ambos são os órgãos que, em seu uso, se possuem mutuamente e operam juntos para a aquisição de uma representação intuitiva do mundo “, afirmou Ernst Cassirer.

Desde o seu surgimento, o Movimento Concreto afirma que a arte deve ser “inteiramente concebida pelo espírito antes de sua execução e construída com elementos plásticos em busca da pureza e do rigor formal” 1. O significado da obra é a própria obra. No início dos anos 50, sob o impacto da 1ª Bienal de São Paulo, o Grupo Ruptura (Grupo Ruptura) declara em seu manifesto concreto: “a arte é um meio de conhecimento dedutível de conceitos”.
Sem apego a definições e com influência da Arte Concreta, as obras da mostra Geometria Invertida mostram um mundo mutável que nunca permanece o mesmo, mas depende da interação e da intuição do espectador para sua constituição. Quadrados, triângulos, losangos e retângulos, brancos ou pretos, soldados de alumínio, aparecem em diferentes formas e desestabilizam harmonicamente cada uma das peças que surgem nas formas gráficas gestálticas. A realidade das obras são elas mesmas, não exprimem um sentido aí presente, previamente conhecido, mas conferem uma nova fisionomia e significado ao espaço como um todo.
Apesar do raciocínio matemático, as criações de Luiz Hermano ocorrem a partir do desarranjo de formas geométricas que, em suas ideias, parecem se tornar maleáveis ​​e intuitivas. As esculturas se despem de sua rigidez para habitar a imaginação e o mundo dos sonhos.

A exposição Geometria Invertida abre-se a múltiplas possibilidades de abordagem e liberta-nos para os nossos devaneios, apresentando cada peça como um “instante mundial” 2.
Curadoria | Paulo Kassab Jr.

1. Theo van Doesburg – Concrete Art Manifesto, revista Art Concret – Paris 1930.
2. Gaston Bachelard – The Right to Dream (prefácios, artigos e estudos de 1939 a 1962).

Theatre of the Mind , 2016
Roger Ballen,

Presenting Roger Ballen’s latest video, Theatre of the Mind, a psychological thriller set in a zone between sanity and insanity, dream and reality, the film takes Ballen’s work to the next level.

Executive Producer: Roger Ballen
Producer: Tanja Bruckner
Creative Director: Marguerite Rossouw
Actors: WART, Peter O’Brien, Peter Leatherby, Aime Smith, Sylvester Kassel, Pricilla Bourne
Sound Design: Shaun Hay
Post Production and Editing: Tanja Bruckner, Andrew Robinson
Special thanks: Liam Garstang, Colin Rhodes, Matthew Krouse, Paul Denny
A Collaboration with Sydney College of the Arts Students and Aliumni: Dylan Batty, Priscilla Bourne, Nick Dorey, Richard Kean, Ryan Brennan, Daisy Knight, Georgina Macneil, Simon Bare, Nikki Walkerden, Tanja Bruckner

For more information, please visit:

Home